Familiares e amigos de Cleilson Martins Gomes procuraram o Diário do Nordeste para clamar por justiça. Em março deste ano, Cleilson foi morto durante um assalto em sua casa, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. Apesar do tempo transcorrido, somente na semana passada a primeira audiência do processo aconteceu. "Não queremos que o Cleilson vire apenas mais um nome na estatística da violência. Vamos lutar para que ele seja lembrado e para que seja feita justiça", disse a advogada Marcelha Pinheiro.
Marcelha trabalhava com Cleilson na organização não-governamental (ONG) Sobef (Sociedade para o Bem Estar da Família). Integrantes da ONG - para a qual Cleilson trabalhou durante 21 anos e era o presidente, quando morreu - organizaram uma manifestação que aconteceu na entrada do Fórum de Maracanaú no dia da primeira audiência. Com faixas e cartazes, o grupo se reuniu em protesto à impunidade.
Na época do crime ninguém foi preso, mas a Polícia identificou Johnatan James de Castro Silva como o autor do crime. Ele foi intimado pelo delegado Romério Almeida e acabou confessando o assassinato. "A gente não quer vingança, quer apenas o que é certo, que ele (acusado) pague pelo que fez", disse Edilson Sousa, pai de Cleilson.
Marisa Pereira, que teve um filho assassinado há seis anos e atualmente é coordenadora na Associação dos Parentes e Amigos de Vítimas da Violência (APAVV), está dando apoio à família de Cleilson. "Damos assistência jurídica, social e psicológica à família. Temos duas missões importantes: trazer aos pais, de volta, a vontade de viver, e arrancar deles o desejo de vingança".
Atualmente, a APAVV trabalha na estruturação do Centro de Atendimento às Vítimas de Violência (CAVV), que funciona pela manhã, todos os dias, na sede da Guarda Municipal de Fortaleza. FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE.