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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hanseníase ainda é uma doença desconhecida

Aprofundar os conhecimentos sobre a hanseníase foi o objetivo da oficina ministrada, ontem, no Ponta Mar Hotel, para docentes de Enfermagem de universidades e escolas técnicas. A oficina é parte da programação antecipada do 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem, que será realizado no Centro de Convenções, até o dia 10 deste mês. A hanseníase, doença que causa manchas esbranquiçadas na pele e dormências pelo corpo, ainda é desconhecida por boa parte da população e também por muitos profissionais de saúde. Maria de Jesus Freitas de Alencar, do Grupo de Pesquisa em Hanseníase do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará (UFC), destaca que a maioria dos casos diagnosticados são tardios, por desconhecimento dos sintomas e também por preconceito. "Nossa intenção, com esta oficina, é abordar uma atenção integral aos doentes, vendo-os como indivíduos", ressalta. A técnica da Coordenação do Programa Nacional de Controle de Hanseníase do Ministério da Saúde, Danusa Benjamin Fernandes, afirma que o trabalho no controle da doença busca o diagnóstico precoce e também a disseminação de informações sobre a doença. "Tem cura, mas as pessoas ficam estigmatizadas porque tiveram a doença. É importante todos saberem que, quando começa o tratamento, a doença não é mais transmissível", destaca. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2.503 novos casos foram registrados no Ceará em 2008. No País, foram 38.992. (Diário do Nordeste).

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